Pope Francis

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Monday, 25 May 2015

Amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio

"O mundo tem necessidade de homens e mulheres que não estejam fechados, mas repletos de Espírito Santo.

Para além de falta de liberdade, o fechamento ao Espírito Santo é também pecado. Há muitas maneiras de fechar-se ao Espírito Santo: no egoísmo do próprio benefício, no legalismo rígido – como a atitude dos doutores da lei que Jesus chama de hipócritas –, na falta de memória daquilo que Jesus ensinou, no viver a existência cristã não como serviço mas como interesse pessoal, e assim por diante.

O mundo necessita da coragem, da esperança, da fé e da perseverança dos discípulos de Cristo. O mundo precisa dos frutos do Espírito Santo: «amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio» (Gal 5, 22). O dom do Espírito Santo foi concedido em abundância à Igreja e a cada um de nós, para podermos viver com fé genuína e caridade operosa, para podermos espalhar as sementes da reconciliação e da paz.

Fortalecidos pelo Espírito e seus múltiplos dons, tornamo-nos capazes de lutar, sem abdicações, contra o pecado e a corrupção e dedicar-nos, com paciente perseverança, às obras da justiça e da paz."

Papa Francisco, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 24/05/2015 

Sunday, 24 May 2015

Fragilidade

«A fragilidade persegue o sonho de um mundo onde o vencedor é aquele que dá e que recebe amor».

Ermes Ronchi, in "Tu és Beleza"


(http://www.seguirjesus.blogspot.in/)

Friday, 1 May 2015

Argumento teísta utilitário

A Fé reforça o Amor e o Amor reforça a Fé. A Fé, se não for reforçada pela prática do Amor, transforma-se numa casca vazia, e o Amor, se não for reforçado pela prática da Fé, vai lentamente apodrecendo e desaparecendo pela falta da casca protectora.

Wednesday, 15 April 2015

O Deus de Jesus é Amor

Se Deus é amor, então ele não pode fazer nada que vá contra o amor, pois seria negar-se a si mesmo. Se Deus é amor não pode deixar de amar de modo incondicional.
 
Deus não esteve à espera que fôssemos bons para gostar de nós. Se Deus é amor, então a justiça de Deus não é a justiça dos tribunais, mas sim a justiça do amor, isto é, aquela que está presente nas relações dos pais para com os filhos dos quais gostam muito.
A justiça do amor é aquela que anima as relações dos esposos que se amam profundamente. Se Deus é amor, então só pode aquilo que pode o amor, isto é, amar a todos e de modo incondicional. Quando o casal recorre aos tribunais para resolver os seus problemas ou dificuldades é sinal que o amor já morreu entre eles.
Jesus pedia às pessoas para imitarem o Pai do Céu, procurando ser bondosos, compassivos e sempre dispostos a perdoar (Lc 6, 36). Jesus ensinava os discípulos a exercitar a bondade, a fim de serem perfeitos como Deus é perfeito (Mt 5, 48). O próprio Jesus perdoou aos seus assassinos, pedindo para eles o perdão de Deus no momento da sua morte.
As atitudes de Jesus para com os pecadores demonstravam exactamente a bondade de Deus para com os pecadores.
Como é amor, Deus só pode aquilo que pode o amor, pois não se pode negar a si mesmo. Além disso, perdoa de graça.
Não temos razão para ter medo de Deus, pois ninguém tem razão para ter medo do amor.

Sunday, 5 April 2015

O amor, essa entrega de nós para lá do cálculo e da retenção

«Salvou os outros e não conseguiu salvar-Se a Si mesmo», comentava-se junto Daquele crucificado, sem perceber nada da sua história.
Na verdade, a história mais simples do mundo, mas por vezes complicamos tanto a simplicidade do mundo! Comprometemos a transparência da vida com o nosso excesso de razões!
No entanto, aquela história, a de Jesus, conta-se assim: «Era uma vez o Amor...». 
O amor, essa entrega de nós para lá do cálculo e da retenção, a ponto de não conseguirmos viver para nós próprios. 
O amor, essa descoberta de que ou nos salvamos com os outros (porque aceitamos o risco de viver para os outros) ou gastamos inutilmente o nosso tesouro.
O que se comentava junto da cruz, naquele dia, não era um insulto, mas o maior dos elogios feitos a Jesus.
Compreender isso é, de alguma maneira, acolher o sentido verdadeiro da Páscoa.
José Tolentino Mendonça
 

Tuesday, 9 December 2014

Conto de Natal

THE SELFISH GIANT ( O GIGANTE EGOÍSTA ) Um conto de Oscar Wilde

Toda tarde, quando voltavam da escola,as crianças costumavam ir brincar no jardim do gigante.
Era um jardim grande e agradável com um macio e verde gramado.
Aqui e ali havia sobre a grama belas flores com estrelas e havia doze pessegueiros que no tempo da primavera floresciam com delicadas flores rosadas e peroladas e no outono produziam ricas frutas. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças paravam de brincar para escutá-los.  "Como nós somos felizes aqui" eles falavam uns aos outros.
Um dia o Gigante voltou. Ele tinha ido visitar o seu amigo no "Cornish Ogre" e permaneceu com ele durante sete anos. Após  terem se passado sete anos e  já se tivesse sido dito tudo, pois a conversa entre eles era limitada, ele resolveu voltar para o seu próprio castelo.
Quando ele  chegou viu as crianças brincando no jardim.
"O que vocês estão fazendo aqui?" ele gritou com uma rude voz, e as crianças correram para fora.
"O meu jardim é o meu jardim"- disse o Gigante " Eu não permitirei que ninguém brinque  nele a não ser eu mesmo".  Então ele  construiu um alto muro em volta e colocou uma placa com o aviso: OS INTRUSOS SERÃO PROCESSADOS
Era um Gigante muito egoísta.
As pobres crianças não tinham mais, agora, lugar para brincar.
Elas tentaram brincar na rua, mas a rua era muito suja e cheia de pesadas pedras e elas não gostavam. elas costumavam rodear o alto muro quando suas aulas terminavam e conversavam sobre o belo jardim: "Como éramos felizes lá" eles diziam uns aos outros.
Então, chegou a Primavera e o país todo estava com pequenas floradas e passarinhos. Somente no Jardim do Gigante egoísta era ainda inverno. Os passarinhos não cuidavam de cantar , lá não havia  crianças e as  árvores esqueceram de florir. Uma vez uma bela flor colocou sua cabeça para fora da grama, mas quando ela viu a placa com o aviso, ficou tão triste pelas crianças que ela voltou para dentro do chão e voltou a dormir.
As únicas pessoas que estavam satisfeitas eram a neve e a geada: "A primavera esqueceu deste jardim" eles exclamavam, "então nós viveremos aqui durante todo o ano".
A neve cobriu toda grama com seu grande manto branco  e a geada pintou todas as árvores de prata.
Então, eles convidaram o Vento Norte para vir ficar com eles  e ele veio. Ele estava embrulhado em peles e rugiu todo o dia sobre o jardim e golpeou as chaminés.
"Este  lugar é uma delícia" ele disse. "Nós devemos chamar o Granizo para uma visita".
Então veio o granizo. Todo o dia , por três horas ele chacoalhou o telhado do castelo até quebrar a maioria das telhas e então girava, girava e girava em volta do jardim tão rápido quanto podia.
Ele estava vestido de cinza e seu sopro era como gelo.
" Eu não entendo por que a primavera está demorando para vir" disse o Gigante egoísta quando sentou-se perto da janela e olhou para o seu branco e gelado jardim. " Eu espero que haja uma mudança no tempo".
Mas a Primavera nunca vinha, nem o Verão. O Outono dava frutos dourados em todos os jardins mas no jardim do Gigante não  dava nenhum.  "Ele é  tão egoísta" ele dizia. Então, era sempre inverno lá  e o Vento Norte, o Granizo , o Gelo e a Neve dançavam entre as árvores.
Uma manhã o Gigante estava recostado em sua cama  quando escutou um canto adorável. Ele soava tão doce em seus ouvidos que ele pensou que  deveriam ser os músicos do rei que estavam passando. Realmente , era só um pequeno pássaro cantando fora de sua janela, mas fazia tanto tempo que ele escutara um pássaro em seu jardim que para ele parecia ser a mais bela música do mundo. Então o granizo parou de dançar sobre sua cabeça e o vento norte parou de soprar e um perfume delicioso chegou até a ele através da veneziana aberta . " Eu creio que por fim chegou a primavera" disse o Gigante, ele saltou da cama e olhou para fora.
O que ele viu?
Ele viu a mais linda cena
Através de um pequeno buraco na parede do muro as crianças rastejaram para dentro do jardim e sentaram-se nos ramos das árvores.Em cada ramo de árvore ele podia ver um criancinha.
E as árvores estavam tão felizes de ver as crianças de volta que  novamente se cobriram de flores e gentilmente estendiam seus braços  sobre as cabeças das crianças.
Os pássaros voavam e chilreavam  com prazer e as flores do gramado olhavam para cima sorrindo.
Era uma adorável cena.
Somente num canto mais afastado do jardim era ainda inverno, onde se encontrava parado um garotinho. Ele era tão pequeno que não podia  subir pelo galhos da árvore e a rodeava chorando amargamente. A pobre árvore estava ainda coberta de gelo e neve e o Vento Norte soprando e rugindo sobre ela.
"Suba  menininho" disse a árvore e inclinava seus ramos para o mais baixo quanto pode mas o menininho  era muito pequeno.
E o coração do Gigante se derreteu quando olho para fora. "Como tenho sido egoísta" ele disse, "Agora eu sei porque a Primavera não vem mais aqui. Eu colocarei o pobre menino em  cima da árvore, e então, derrubarei o muro e o meu jardim será o lugar de diversão para as crianças para todo sempre".
Ele estava realmente muito magoado pelo que tinha feito. Desceu as escadas e abriu a porta bem suavemente e foi para o jardim. Mas quando as crianças o viram fugiram assustadas e o jardim ficou novamente invernal.  Somente o garotinho não correu , pois seus olhos estavam tão cheios de lágrimas que ele não viu o Gigante vindo.  E o Gigante parou atrás dele e delicadamente pegou-o com suas mãos e o colocou em cima da árvore. E  a  árvore   mais uma vez floresceu e os pássaros vieram e cantaram nela e o garotinho estendeu seus braços  e abraçou o pescoço do gigante e beijou-o.  E as outras crianças que estavam observando de longe voltaram correndo e com elas voltou a Primavera.
"Agora o jardim é de vocês, criancinhas" disse o Gigante e pegou um grande machado e colocou abaixo o muro. Quando as pessoas foram ao mercado às doze horas encontraram o Gigante brincando com as crianças no mais belo jardim que jamais tinham visto.
Ao longo de todo o dia eles brincaram e quando a noite chegou o Gigante lhes disse adeus.
"mas onde está o seu  pequeno companheiro?" ele  disse "Eu o pus na árvore"- O gigante gostara mais dele porque ele o havia beijado.
" Nós não sabemos" responderam as crianças "Ele foi  embora".
"Vocês digam a ele que volte aqui amanhã", disse o  Gigante.  Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava e nunca o tinham visto antes, e o Gigante sentiu-se muito triste.
Toda tarde quando fechava a escola, as crianças vinham e brincavam com o Gigante. Mas, o menininho nunca mais foi visto.
O gigante era muito atencioso com todas as crianças mas sentia falta do seu primeiro amiguinho e sempre falava dele. "Como eu gostaria de vê-lo" ele costumava dizer.
Os anos se passaram e o Gigante ficou velho e fraco. Ele não podia brincar mais, então ele sentava numa poltrona e assistia as crianças brincarem e admirava o seu jardim. "Eu tenho flores muito belas" ele dizia "mas as crianças são as mais belas flores de todas".
Numa manhã de inverno ele olhou através de sua janela  enquanto se vestia.
Ele agora não odiava o inverno pois sabia que era apenas a primavera que estava adormecida e as flores estavam descansando.
Repentinamente ele esfregou seus olhos  assombrado e olhou e olhou. E certamente era algo maravilhoso. No lugar mais afastado do jardim estava uma árvore coberta com adoráveis flores brancas. Seus ramos eram dourados  e em sua ramagem havia um fruto prateado. Embaixo  da árvore encontrava-se  o garotinho que ele tanto gostara.
O Gigante  desceu correndo as escadas em grande alegria e foi para o jardim.Ele apressou seus passos através do gramado  e chegou perto do menino. Quando olhou de perto, seu rosto ficou vermelho e bravo e ele disse: " quem ousou  machucar você? pois nas palmas das mãos do menino estavam as marcas de dois pregos e as marcas de dois pregos estavam nos seus pezinhos.
"Quem ousou machucar você?" gritou o Gigante. "Diga-me que eu pegarei minha espada e o matarei"
"Ninguém" respondeu o menino "mas estas  são  feridas do Amor"
"Quem sois?" disse o Gigante e com  um estranho sentimento de veneração  ajoelhou-se ante o Menino. E o Menino sorriu para o Gigante." Deixe-me brincar mais uma vez em seu jardim,hoje você virá comigo para  o meu jardim que é o Paraíso."
E quando as crianças correram a tarde para o jardim encontraram o Gigante morto debaixo da árvores todo coberto  por brancas flores.

OSCAR WILDE
Traduzido  por Guaraciaba Perides

Saturday, 12 July 2014

A verdadeira revolução é a da compaixão e da ternura

Cultivar uma Escuta Atenta
Desenvolver uma lucidez compassiva e operativa
A verdadeira revolução é a da compaixão e da ternura, a fazer crescer a amizade no lugar dos fantasmas da inimizade e da indiferença.
(Palavras do Papa Francisco por ocasião do encontro com pessoas assistidas pela Comunidade de Santo Egídio, em Roma)

(http://ouvidovento.blogspot.in/)

Sunday, 4 August 2013

Amar, é por ações

Não amemos de palavras nem de língua, mas por ações e em verdade.

O legalismo

O legalismo ofende a justiça de Deus porque julga os irmãos segundo um código moral humano e não em termos de uma comunhão com Cristo.

Saturday, 3 August 2013

1 Coríntios 13:1-13

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Friday, 26 July 2013

16/7/2013 Papa Francisco (@Pontifex_es): el camino hacia la santidad

"En la vida cristiana son esenciales: la oración, la humildad, el amor a todos. Éste es el camino hacia la santidad."

Papa Francisco ()