Pope Francis

Monday, 30 June 2014

Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus, Apelos da Mensagem de Fátima, cap. 21

«Sejam quais forem
os favores concedidos por Deus a uma alma,
Ele não a despoja dos dons comuns,
concedidos a toda a humanidade:
a vontade própria,
a liberdade,
o sentimento
e a própria personalidade,
com os mesmos direitos
e as mesmas responsabilidades.
Deus deu igualmente a todos estes dons,
para que o livre uso
que deles façamos nos santifique
e torne dignos duma recompensa eterna.
Para isto é que Deus respeita em nós a Sua dádiva,
e nós temos também o dever de a respeitar no nosso próximo.»


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Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado, Ritiro per la Professione Semplice di una religosa, p. 34

«Jesus não habita onde não reina a caridade:
amemo-nos pois, com amor de caridade,
e Deus reinará em nós.»


Senhor, o que é “amor e caridade”?
É amor que se dá,
mesmo quando não nos apetece,
quando a pessoa parece não o merecer,
quando não me é agradável…
Enfim, o amor de caridade exige calcar aos pés
a minha susceptibilidade
para fazer a Tua vontade
que é a de amar como Tu.
Sim, recordo as Tuas palavras:
“se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter?
Não fazem já isso os pecadores?
E, se saudais somente os vossos irmãos,
que fazeis de extraordinário?
Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.”
“Eu, porém, digo-vos:
Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.
Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai
que está no Céu,
pois Ele faz com que o Sol se levante
sobre os bons e os maus
e faz cair a chuva
sobre os justos e os pecadores.” (Mt.5, 44-48)



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Pratica a caridade sem limites

Pedi com ousadia ao Senhor este tesouro, esta virtude sobrenatural da caridade, para a exercitardes até ao último pormenor.

Nós, os cristãos, não temos sabido muitas vezes corresponder a esse dom; algumas vezes temo-lo rebaixado como se se limitasse a uma esmola dada sem alma, friamente; outras vezes temo-lo reduzido a uma atitude de beneficência mais ou menos convencional.

Exprimia bem esta aberração a queixa resignada de uma doente: Aqui, tratam-me com caridade, mas a minha mãe cuidava de mim com carinho. O amor que nasce do Coração de Cristo não pode dar lugar a este tipo de distinções. (Amigos de Deus, nn. 228–229)

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30/6/2014 Pope Francis (@Pontifex): Jesus, help us to love

Jesus, help us to love God as Father and our neighbour as ourselves.

Pope Francis ()

Sunday, 29 June 2014

Humildade, preciosa virtude

Senhor, eu caio em inúmeras faltas e imperfeições
ao longo de cada dia.
Sei que sou limitado, mas tantas vezes custa-me reconhecê-lo.
Certamente toda a graça e todo o bem vêm de Ti,
mas quantas vezes os desejo atribuir a mim próprio.
Senhor, desejo atribuir-me o que não sou
e não reconhecer o que sou.
E tudo isto, Senhor, porque ainda não reconheço que as provas a que me submetes são apenas caminhos para me atraires a Ti…
Senhor, por causa de toda esta minha cegueira,
ando em busca de mim,
de um eu mais forte e melhor,
quando haveria de andar em busca de Ti,
que tens tudo para me dar.
Ensina-me a humildade,
que me faz reconhecer a minha verdade sem depressão
e a Tua verdade de amor, com alegria!


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A oração do Pai- Nosso

O Pai-Nosso é a oração por excelência.
É a oração dos pequenos
que desconhecem todas as outras,
a dos santos
que não se cansam de saborear as suas fórmulas
tão cheias de sentido.


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Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, Obras 229

«Tudo possui quem nada tem.»

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Morar onde Ele mora

Senhor, o lugar onde estás é no meu íntimo,
na minha vida, nas minhas escolhas livres
pelo bem, pelo útil, pelo belo, para os meus irmãos.
Aí vou ao Teu encontro,
quando fecho os olhos para as minhas conveniências
e para as conveniências que a sociedade me impõe
e abro os olhos para a Vida que palpita em mim,
fruto da Tua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.
Sempre que em cada escolha livre e responsável
passo da morte à vida, está a agir em mim a Tua ressurreição!
Ajuda-me, Senhor!


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O julgamento do amor

Senhor,
não nos julgas pela álgebra, com régua e compasso…
julgas-nos pelo amor que soubemos dar e receber,
receber e dar.
Esse tempo que dei ao outro, estragando outros planos meus,
o sono que não dormi para cuidar de um doente,
o trabalho que fiz para aliviar a outro…
e tudo isto com os olhos postos no amor que por mim manifestas
e manifestaste na Tua vida terrena até à morte na cruz.


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Uma "secura" boa

Senhor, Tu convidas-me a uma “secura”, uma secura de mim mesmo:
seco-me quando não alimento o meu ego,
os meus caprichos, os meus “quereres” ou “não quereres”,
os pensamentos do que me fizeram ou não,
ou porque não deviam tratar-me assim ou deste modo….
Tudo isto deveria secar em mim.
Mas não para ficar seco simplesmente, não,
mas para dar lugar a um jardim viçoso,
cheio de luz e beleza,
onde só reina a Tua vontade.
Quero “secar-me” a mim mesmo,
para renascer
pela água e pelo fogo do Espírito Santo!
Vinde Espírito Santo!


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Quando há caridade

Senhor,
quando há caridade,
quando há amor verdadeiro e sacrificado pelo meu próximo, 

faço em meu redor o céu.
Quando não sou capaz de me sacrificar
e amar o outro,
crescerão as silvas da indiferença,
do egoísmo,
da solidão.
Concede-me, Senhor, Te peço,
um coração que nunca se canse de dar, mesmo que doa,
que não se canse de perdoar, mesmo que custe,
que não se mire a si próprio,
mesmo quando se sinta miserável.
Ajuda-me, Senhor!


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Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado, Autobiografia, p. 75 (ed. Italiana)


«Sempre gostei de ler no livro aberto da natureza.
Desfrutava em sentir o perfume suave
das laranjeiras em flor,
ouvir – como se fosse uma oração –
o doce canto dos pássaros,
olhar o azul do céu, o nascer o pôr do sol,
especialmente quando os últimos raios
douravam os cumes das árvores.
A ordem e a beleza da natureza
falavam-me tanto de Deus,
e a minha alma não se cansava de dar louvores
ao grande Criador.»


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Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado, Consigli. 6, 28

«Uma só é a Lei que governa o universo
e essa é a Lei do Amor.
Deus, por amor, tudo criou,
por amor tudo redimiu,
e com a Lei do amor nos governa.
Olhemos com amor para a vida
e que o amor nos inspire a virtude e o bem.
A vida, olhada com amor torna-se bela,
porque a vida é uma missão
e, quando se é movido pela Amor,
a missão torna-se querida;
para além de que o amor elabora e desenvolve
sempre novas e melhores energias no nosso coração,
pelas quais tudo se torna sublime e fácil.»


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Que eu me deixe transformar pelo Teu infinito amor

Senhor, ajuda-Me a ser transformado pelo Teu infinito e terno amor.

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S. Pedro e S. Paulo, apóstolos

Ânimo! Tu... podes. – Vês o que fez a graça de Deus com aquele Pedro dorminhoco negador e cobarde...; com aquele Paulo perseguidor, odiento e pertinaz? (Caminho, 483)

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Aprendei a fazer o bem

Quando estiveres com uma pessoa, tens de ver nela uma alma: uma alma que é preciso ajudar, que é preciso compreender, com quem é preciso conviver e que é preciso salvar. (Forja, 573)

A caridade para com o próximo é uma manifestação do amor a Deus. Por isso, ao esforçarmo-nos por melhorar nesta virtude, não podemos fixar nenhum limite. Com o Senhor, a única medida é amar sem medida, pois, por um lado jamais chegaremos a agradecer suficientemente o que Ele tem feito por nós e, por outro, assim se revela o mesmo amor de Deus às suas criaturas: com excesso, sem cálculo, sem fronteiras.

A misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz consigo a superabundância da justiça. Misericórdia significa manter o coração em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e generoso. (Amigos de Deus, 232)


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Amar os nossos inimigos

Não somos bons irmãos dos homens nossos irmãos, se não estivermos dispostos a manter uma conduta recta, ainda que os que nos rodeiam interpretem mal a nossa actuação e reajam de uma maneira desagradável. (Forja, 460).

Nós, os filhos de Deus, forjamo-nos na prática desse mandamento novo, aprendemos na Igreja a servir e a não ser servidos e encontramo-nos com forças para amar a humanidade de um modo novo, que todos reconhecerão como fruto da graça de Cristo. O nosso amor não se confunde com uma atitude sentimental, nem com a simples camaradagem, nem com o afã pouco claro de ajudar os outros para demonstrarmos a nós mesmos que somos superiores. O nosso amor exprime-se em conviver com o próximo, em venerar – insisto – a imagem de Deus que há em cada homem, procurando que também ele a contemple, para que saiba dirigir-se a Cristo.

A universalidade da caridade significa, por isso, universalidade do apostolado: tradução pela nossa parte, em obras e em verdade, do grande empenho de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se temos de amar também os inimigos – refiro-me aos que nos colocam entre os seus inimigos; eu não me sinto inimigo de ninguém nem de nada – com maior razão teremos de amar os que apenas estão afastados, os que nos são menos simpáticos, os que pela sua língua, pela sua cultura ou pela sua educação parecem o oposto de ti ou de mim. (Amigos de Deus, 230).

Queimar as naves

Para seguir o Senhor, é preciso dar-se de uma vez, sem reservas e com fortaleza: queimar as naves com decisão, para que não haja possibilidades de retroceder. (Forja, 907)

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Se os cristãos soubessem servir!

Hás-de compreender e desculpar, hás-de encher o mundo de paz e de amor. (Forja, 560)

Só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais.

Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho seu, com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim procedeu Cristo: coepit facere et docere, primeiro ensinou com obras, e só depois com a sua pregação divina.

Servir os outros, por Cristo, exige que sejamos muito humanos. Se a nossa vida é desumana, Deus nada edificará nela, porque habitualmente não constrói sobre a desordem, sobre o egoísmo, sobre a prepotência. Precisamos de compreender todas as pessoas, temos de conviver com todos, temos de desculpar todos, temos de perdoar a todos. Não diremos que o injusto é o justo, que a ofensa a Deus não é ofensa a Deus, que o mau é bom. Todavia, perante o mal, não responderemos com outro mal, mas com a doutrina clara e com a boa acção; afogando o mal em abundância de bem. (Cristo que passa, 182).

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29/6/2014 Pope Francis (@Pontifex): Saints Peter and Paul

May Saints Peter and Paul bless the city of Rome and the entire pilgrim Church throughout the world.

Pope Francis ()