Pope Francis

Wednesday, 13 March 2013

Habemus papam!

BERGOGLIO Jorge Mario, Papa Francisco

A hora impossível de um Papa Francisco I

Os quartos de Bento XVI estão vazios: com que o nome irá responder ao Escrutinador o próximo papa que irá dormir no seu leito? Após o anúncio do conclave, o pontífice pré-escolhido tem "um minuto inteiro" para pensar a respeito. O primeiro sinal da Igreja que muda poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da sacada, ninguém nunca anunciou "eis Francisco", Francisco I, para reiterar o compromisso do santo que protege a Itália, mas sempre esquecido pelos descendentes de Pedro.

A reportagem é de Maurizio Chierici, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 08-03-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele morreu há quase oito séculos, mas ninguém se sentiu disposto a abraçar a sua espiritualidade e a sua dedicação absoluta à vida dos outros. "Francisco é um nome impossível para a carga de poderes com os quais, ao longo dos séculos, foi construído o papado: infalibilidade, soberania, controle na forma de todo serviço, autoridade sobre milhões de fiéis, responsabilidade de propostas. Não é uma questão de humildade pessoal. Francisco impõe uma pobreza difícil a qualquer soberano vaticano".

Raniero La Valle não imagina que o próximo papa possa se lembrar disso. O que o conforta é a renúncia de Bento XVI, que restitui ao pontífice a fragilidade humana. Reevocada por Paulo VI no seu único discurso de improviso depois do Concílio: ele pediu que a Igreja se tornasse pobre "não só no ser, mas também no aparecer", palavras que se esvaíram com o tempo.

Diretor e testemunho para o jornal Avvenire, dos bispos italianos, nos anos do Concílio Vaticano II, La Valle hoje gira o mundo pela Rai em busca dos últimos. Entre os livros Dalla parte di Abele, Pacem in Terris, La teologia della liberazione e a belíssima memória Il mio Novecento. Ele lidera os Comitês Dossetti para a Defesa da Constituição. A separação da Igreja da gestão dos bens é um tormento que atravessa os anos: quem também o invoca é Heinrich Böll, prêmio Nobel de Literatura que cresceu no pacifismo católico da Alemanha ano zero.

"Será sempre tarde demais quando a Igreja e a aristocracia se separarem das suas imensas propriedades, dos seus tesouros, das ridículas e pomposas ninharias com as quais elas continuam se adornando. Um aspecto do mundo ocidental são, justamente, as propriedades das Igrejas. Terrível fardo que pesa sobre o atormentado e sofredor líder daquela que é ainda hoje a mais poderosa das Igrejas. Quem poderia renunciar à propriedade? Quem, senão essa Igreja que não tem descendentes? Torna-se cada vez mais tarde".

Era 1969. Em Castel Gandolfo, o Papa Montini repetia as mesmas palavras: "Com este Vaticano, nunca haverá um papa chamado Francisco, porque Francisco destruía as regras humanas apenas na obediência ao Evangelho. Nenhuma estrutura piramidal, nenhuma burocracia, nenhum privilégio". Quando ele descobriu que um irmão da Ordem construiu para si uma pequena casa, ele subiu ao telhado e, uma a uma, arrancou as suas telhas: que pobreza é essa se muitos irmãos se refugiam nas grutas da campanha? Quem o lembra é Ettore Masina, vaticanista e escritor que relatou o Concílio.

Francisco vinha da riqueza do pai, do qual se separou despojando-se das roupas diante do bispo e de uma multidão de curiosos. A pobreza é a vocação que o fez passar por louco. "Portanto, é impossível, nos nossos anos, que um pontífice chamado Francisco possa habitar no Vaticano. Ele deveria viver na última paróquia de Roma".

O padre Paolo Farinella, pároco no centro de Gênova de uma paróquia sem paroquianos, viveu em Jerusalém nos anos do cardeal Martini. Estudou hebraico, aramaico e grego. Tem duas graduações em teologia bíblica, sobretudo a análise religiosa e política da Terra Santa devastada por repressões e intifadas. Os seus livros são publicadas pela editora Gabrielli. Em 2000, publicou o romance Habemus Papam, Francesco I. Dez anos depois, ele o reescreveu com o título Habemus papam. La leggenda del papa che abolì il Vaticano [A lenda do papa que aboliu o Vaticano], mas a história não muda.

Ele conta a história de um pároco genovês chamado a Roma, onde os Padres do conclave não chegam a um acordo, e um cardeal que conhece as virtudes do pequeno padre faz a excêntrica proposta: e se escolhêssemos alguém assim? Pároco desarmado nos círculos da burocracia vaticana. Papa ideal nas mãos dos manipuladores. Eis a surpresa: assim que o Escrutinador se dirige a ele para perguntar-lhe "quomodo vocaberis?", como você quer se chamar, o velho padre responde: "Francisco I".

E, quando, do trono, se dirige ao povo, a voz não treme: "Escolhi o nome de Francisco não por um capricho político, mas sim para que ele permaneça como marca de fogo na minha carne. Deve ser um lembrete constante a levar a sério o Evangelho: a caridade como lei, a pobreza como estilo, a comunhão como método".

A multidão observa, perplexa, os paramentos que brilham. "Eu sei perfeitamente o que vocês estão pensando: prega bem, mas pratica mal". Com lentidão exasperada, começa a se despojar. "Deponho esta férula de prata: como diz Marcos, não levem para a viagem nada mais do que um bastão. Deponho este chapéu anacrônico: mais do que um pastor, ele me mostra como um sátrapa oriental". Ele se desfolha como uma cebola: do anel de zafira, da cruz de ouro maciço, dos paramentos "luxuosos que deveriam render glória a Deus e se tornam ofensa para os pobres".

Ele fica com uma túnica branca. "E, por um momento, bispos e cardeais se envergonharam por não estarem nus como Adão e, olhando-se adornados pelos mantos no espelho da sua alma, se reconheceram ridículos".

(http://www.ihu.unisinos.br/noticias/518273-a-hora-impossivel-de-um-papa-francisco-i)

Friends of God (74) - Like embers among the ashes

"There is no human heart, no matter how deeply immersed in sin, which does not conceal, like embers among the ashes, a flicker of nobility. Whenever I have sounded out such hearts, talking to them individually with the words of Christ, they have always responded."

St. Josemaría Escrivá

Tuesday, 12 March 2013

Friends of God (74)

"There is a certain type of secularist outlook that one comes across, and also another approach which one might call 'pietistic', both of which share the view that Christians somehow are not fully and entirely human. According to the former, the demands of the Gospel are such as to stifle our human qualities; whereas for the latter, human nature is so fallen that it threatens and endangers the purity of the faith. The result, either way, is the same. They both fail to grasp the full significance of Christ's Incarnation, they do not see that 'the Word was made flesh', became man, 'and dwelt amongst us'."



Monday, 11 March 2013

Growing inequality between rich and poor

"Our times, marked by globalization with its positive and negative aspects, as well as the continuation of violent conflicts and threats of war, demand a new, shared commitment in pursuit of the common good and the development of all men, and of the whole man.
It is alarming to see hotbeds of tension and conflict caused by growing instances of inequality between rich and poor, by the prevalence of a selfish and individualistic mindset which also finds expression in an unregulated financial capitalism."

 Pope Benedict XVI

Sunday, 10 March 2013

Yoga is beyond religion



  A Catholic priest in Agra, whose book on yoga was recently released, said the exercise is beyond religion and "truly universal".

Archbishop Albert D'Souza of Agra released Father John Ferreira's latest book "Health, Wealth and Happiness Through Yoga" at St Peter's College in the city.

"The book is a primer, aimed at popularising the intricate knowledge of the esoteric science of yoga, which is beyond religion and truly universal," Fr. Ferreira said.

He said that modern society with its cup full of stresses, and a package of mental and physical ailments, stands in dire need for India's yogic knowledge.

"Yoga integrated into the school curriculum will provide a holistic approach to education as a science that not only prepares a student for life but provides the art of living well.

“Joyful living, drawn from the depths of one's own rhythm of life, according to the goal set by the Creator, is the foundation of health, wealth and happiness," he added.

In his message, which was read out at the event, Cardinal Oswald Gracias said that through the prescribed postures and exercises one improves one's all round sense of wellbeing and is able to enter into oneself so as to commune better with god.

Fr. Ferreira said he has been a follower of many yoga gurus and has extensive research to produce the book.

The book also includes views of Christian priests who have approved his yoga experiments.

"This is significant since yoga is still regarded by many as basically a Hindu system," he said.

(http://www.ucanindia.in/news/yoga-is-beyond-religion:-catholic-priest/19527/daily)

Construction of a worldwide community, with a corresponding authority — literally motivated by love — and precisely by love for the common good of the human family

ADDRESS OF HIS HOLINESS BENEDICT XVI
TO PARTICIPANTS IN THE PLENARY ASSEMBLY
OF THE PONTIFICAL COUNCIL FOR JUSTICE AND PEACE
Consistory Hall
Monday, 3 December 2012

Dear Cardinals,
Venerable Brothers in the Episcopate and in the Priesthood,
Dear Brothers and Sisters,
I am pleased to welcome you all on the occasion of your Plenary Assembly. I greet the Cardinal President, whom I thank for his kind words, and likewise Monsignor the Secretary, the Officials of the Dicastery and all of you, Members and Consultors, who have come together for this important moment of reflection and planning. Your Assembly is being celebrated during the Year of the Faith, after the Synod which was dedicated to the New Evangelization, and also — as was stated — on the 50th anniversary of the Second Vatican Council and — within a few months — that of the Encyclical Pacem in Terris of Blessed Pope John XXIII. It is a context which already in itself offers many incentives.
The Church’s social doctrine, as Blessed Pope John Paul II taught us, is an integral part of the Church’s evangelizing mission (cf. Encyclical Centesimus Annus, n. 54), and with all the more reason should be considered important for the new evangelization (cf. ibid., n. 5; Encyclical Caritas in Veritate, n. 15). By accepting Jesus Christ and his Gospel, not only in our personal life but also in our social relationships, we become messengers of a vision of man, of his dignity, of his freedom and of his capacity for relationships, which is marked by transcendence, in both the horizontal and vertical directions.
Just as Blessed John XXIII reminded us in Pacem in Terris (cf. n. 9), the foundation and meaning of human rights and duties depend on an integral anthropology, which derives from Revelation and from the exercise of natural reason. In fact rights and duties are not based solely on the social awareness of peoples; they depend primarily on the natural moral law, which is inscribed by God in the conscience of every person, and thus — in the final analysis — on the truth regarding man and society.
Although the defence of rights has made great progress in our time, today’s culture — characterized among other things by a utilitarian individualism and technocratic economics — tends not to value the person, who, albeit immersed in an infinite network of relations and communications, is conceived of as a “fluid” being with no permanent substance. Paradoxically, man today often seems to be an isolated being because he is indifferent to the constitutive relationship of his being, which is the root of all his other relationships: his relationship with God. The human being today is considered mainly in a biological perspective, or as “human capital”, “a resource”, part of a productive and financial mechanism that towers over him.
Even though on the one hand the dignity of the person continues to be proclaimed, on the other, new ideologies — such as the hedonistic and selfish one of sexual and reproductive rights, or a deregulated financial capitalism that abuses politics and takes the real economy apart — contribute to forming a view of the employee and of his or her work as “minor” goods. These ideologies also contribute to undermining the natural foundations of society and especially of the family.
In fact human beings — transcendent in their make up in comparison with other beings and with earthly goods — enjoy real primacy which makes them responsible both for themselves and for creation. Work, for Christianity, is a good fundamental to man, with a view to his personalization and socialization and to the formation of a family, as well as to the contribution it makes to the common good and to peace. Precisely on this account, the objective of access to work for all is always a priority, even during periods of economic recession (cf.  Caritas in Veritate, n. 32).
Both a new humanism and a renewed cultural commitment and planning can come from a new evangelization of social life. This helps to dethrone the modern idols, to replace individualism, materialistic consumerism and technocracy with a fraternal culture, giving freely from a loving solidarity. Jesus Christ summed up and completed the precepts in a new commandment: “as I have loved you, that you also you love one another” (Jn 13:34); here lies the secret to all social life that is truly human and peaceful, as well as to the renewal of politics and the national and world institutions. Blessed Pope John XXIII undertook the construction of a global community, with a corresponding authority — literally motivated by love — and precisely by love for the common good of the human family. Thus we read in Pacem in Terris: “there is an intrinsic connection between... the inner significance of the common good on the one hand, and the nature and function of public authority on the other.... Public authority, as the means of promoting the common good in civil society, is a postulate of the moral order. But the moral order likewise requires that this authority be effective in attaining its end” (n. 136).
It is not, of course, the Church’s duty to suggest — from a juridical and political viewpoint — the practical configuration of such an international arrangement, but she offers to those who are responsible for it those principles for reflection, criteria for judgement, and practical guidelines that can guarantee the anthropological and ethical frame around the common good (cf. Encyclical  Caritas in Veritate, n. 67). In reflection, in any case, we must bear in mind that we must not imagine a superpower, concentrated in the hands of a few, that would dominate all peoples, taking advantage of the weakest; rather, any such authority must first of all be understood as a moral force with the potential to influence in accordance with reason (cf. 27), that is, as a participatory authority, limited in competence and by law.
I thank the Pontifical Council for Justice and Peace because, together with other pontifical institutions, it has set itself to delve more deeply into the directives I offered in  Caritas in Veritate. And it has done this either by reflecting on a reform of the international financial and monetary system or through the Plenary Session of the past few days and the international Seminar on Pacem in Terris that will be held next year.
May the Virgin Mary, the One who with faith and love welcomed the Saviour within her in order to give him to the world, guide us as we proclaim and bear witness to the Church’s social doctrine to make the new evangelization more effective. With this wish, I very gladly impart my Apostolic Blessing to each one of you. Many thanks.

Benedict XVI

(http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2012/december/documents/hf_ben-xvi_spe_20121203_justpeace_en.html)

Saturday, 9 March 2013

Friends of God (73)

"Christ is perfectus Deus, perfectus homo. He is perfect God, the Second Person of the Blessed Trinity, and perfect man. He comes to save, not to destroy nature. It is from him that we learn that it is unchristian to treat our fellow men badly, for they are creatures of God, made to his image and likeness."

Love and truth

"It is true that Jesus was a prophet of love, but love has a truth of its own. Indeed, love and truth are two names of the same reality, two names of God."

Benedict XVI

Friday, 8 March 2013

Conversations (116) - Passionately Loving the World

"A man who knows that the world, and not just the church, is the place where he finds Christ, loves that world. He endeavours to become properly formed, intellectually and professionally. He makes up his own mind with complete freedom about the problems of the environment in which he moves, and then he makes his own decisions. Being the decisions of a Christian, they result from personal reflection, in which he endeavours, in all humility, to grasp the Will of God in both the unimportant and the important events of his life."


Thursday, 7 March 2013

Uma comunidade mundial, com uma autoridade correspondente, movendo-se precisamente a partir do amor, e exactamente do amor pelo bem comum da família humana

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS PARTICIPANTES NA PLENÁRIA
DO PONTIFÍCIO CONSELHO «JUSTIÇA E PAZ»
Sala do Consistório
Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012

Senhores Cardeais
Venerados Irmãos
no Episcopado e no Sacerdócio
Prezados irmãos e irmãs
Estou feliz por vos acolher por ocasião da vossa Assembleia Plenária. Saúdo o Cardeal Presidente, a quem agradeço as amáveis palavras que me dirigiu, assim como ao Monsenhor Secretário, aos Oficiais do Dicastério e a todos vós, Membros e Consultores, reunidos para este importante momento de reflexão e de programação. A vossa Assembleia celebra-se durante o Ano da fé, depois do Sínodo dedicado à nova evangelização, assim como no quinquagésimo aniversário do Concílio Vaticano II e — daqui a poucos meses — da Encíclica Pacem in terris, do Beato Papa João XXIII. Trata-se de um contexto que por si só já oferece múltiplos estímulos.
Como nos ensinou o Beato Papa João Paulo II, a doutrina social faz parte integrante da missão evangelizadora da Igreja (cf. Encíclica Centesimus annus, 54) e, com maior razão, deve ser considerada importante para a nova evangelização (cf. ibid., 5; Encíclica Caritas in veritate, 15). Recebendo Jesus Cristo e o seu Evangelho, não apenas na vida pessoal, mas também nas relações sociais, tornamo-nos portadores de uma visão do homem, da sua dignidade, liberdade e relacionalidade, que é caracterizada pela transcendência, tanto no sentido horizontal como vertical. Da antropologia integral, que deriva da Revelação e do exercício da razão natural, dependem a fundação e o significado dos direitos e dos deveres humanos, como nos recordou o Beato João XXIII, precisamente na Pacem in terris (cf. n. 9). Com efeito, os direitos e os deveres não têm como fundamento único e exclusivo a consciência social dos povos, mas dependem primariamente da lei moral natural, inscrita por Deus na consciência de cada pessoa e, portanto, em última análise, da verdade acerca do homem e da sociedade.
Embora a defesa dos direitos tenha alcançado grandes progressos no nosso tempo, a cultura contemporânea, caracterizada entre outros por um individualismo utilitarista e por um economicismo tecnocrático, tende a desvalorizar a pessoa. Ela é concebida como um ser «fluido», sem uma consistência permanente. Não obstante esteja imerso numa rede infinita de relações e de comunicações, paradoxalmente, o homem de hoje parece muitas vezes um ser isolado, porque é indiferente a propósito da relação constitutiva do seu ser, que é a raiz de todos os demais relacionamentos, a relação com Deus. O homem contemporâneo é considerado em chave predominantemente biológica, ou como «capital humano», «recurso», parte de uma engrenagem produtiva e financeira que lhe é sobranceira. Se, por um lado, se continua a proclamar a dignidade da pessoa, por outro, novas ideologias — como a hedonista e egoísta dos direitos sexuais e reprodutivos, ou a de um capitalismo financeiro desregrado, que transgride sobre a política e desestrutura a economia real — contribuem para considerar o trabalhador dependente e o seu trabalho como bens «menores» e para ameaçar os fundamentos naturais da sociedade, especialmente a família. Na realidade o ser humano, constitutivamente transcendente em relação aos demais seres e bens terrenos, goza de um primado real que o põe como responsável por si mesmo e pela criação. Concretamente, para o Cristianismo, o trabalho é um bem fundamental para o homem, em vista da sua personalização, da sua socialização, da formação de uma família, da contribuição para o bem comum e para a paz. Precisamente por este motivo, a finalidade do acesso ao trabalho para todos é sempre prioritária, inclusive nos períodos de recessão da economia (cf. Caritas in veritate, 32).
De uma nova evangelização do social podem derivar um humanismo novo e um renovado compromisso cultural e projectual. Ela ajuda a destronizar os ídolos modernos, a substituir o individualismo, o consumismo materialista e a tecnocracia, com a cultura da fraternidade e da gratuidade, do amor solidário. Jesus Cristo resumiu e cumpriu os preceitos num novo mandamento: «Como Eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros» (Jo 13, 34); aqui está o segredo de toda a vida social plenamente humana e pacífica, assim como da renovação da política e das instituições nacionais e mundiais. O Beato Papa João XXIII motivou o compromisso em prol da construção de uma comunidade mundial, com uma autoridade correspondente, movendo precisamente a partir do amor, e exactamente do amor pelo bem comum da família humana. Assim lemos na Pacem in terris: «Existe, evidentemente, uma relação intrínseca entre o conteúdo histórico do bem comum e a configuração e o funcionamento dos Poderes públicos. Porquanto, assim como a ordem moral requer uma autoridade pública para a obtenção do bem comum na convivência humana, postula também, consequentemente, que esta autoridade seja capaz de conseguir o fim proposto» (n. 71).
Sem dúvida, a Igreja não tem a tarefa de sugerir, sob os pontos de vista jurídico e político, a configuração concreta de tal ordenamento internacional, mas oferece a quantos têm esta responsabilidade, aqueles princípios de reflexão, critérios de juízo e orientações práticas que possam garantir a urdidura antropológica e ética em volta do bem comum (cf. Encíclica Caritas in veritate, 67). De qualquer modo, na reflexão é necessário recordar-se que não se deveria imaginar um superpoder, concentrado nas mãos de poucos, que dominaria sobre todos os povos explorando os mais frágeis, mas que qualquer autoridade deve ser entendida, antes de tudo, como uma força moral, faculdade de influir segundo a razão (cf. Pacem in terris, 27), ou seja, como autoridade participada, limitada por competência e pelo direito.
Agradeço ao Pontifício Conselho «Justiça e Paz» porque, juntamente com outras Instituições pontifícias, se propôs aprofundar as orientações que ofereci na Caritas in veritate. E isto, quer mediante as reflexões para uma reforma do sistema financeiro e monetário internacional, quer através da Assembleia Plenária destes dias e do Seminário internacional sobre a Pacem in terris, que terá lugar no próximo ano.
A Virgem Maria, Aquela que com fé e amor acolheu em si o Salvador para O oferecer ao mundo, nos oriente no anúncio e no testemunho da doutrina social da Igreja, a fim de tornarmos mais eficaz a nova evangelização. Com estes votos, é de bom grado que concedo a minha Bênção Apostólica a cada um de vós.

Papa Bento XVI

Wednesday, 6 March 2013

The Way (262)

"Stop thinking of your fall. That thought, besides overwhelming and crushing you under its weight, may easily be an occasion of further temptations. Christ has forgiven you: forget the 'old self'."

Construcción de una comunidad mundial, con su autoridad correspondiente, justamente partiendo del amor, y precisamente del amor por el bien común de la familia humana

DISCURSO DEL SANTO PADRE BENEDICTO XVI
A LOS PARTICIPANTES EN LA PLENARIA
DEL CONSEJO PONTIFICIO JUSTICIA Y PAZ


Sala del Consistorio
Lunes 3 de diciembre de 2012

Señores cardenales,
venerados hermanos en el Episcopado y en el sacerdocio,
queridos hermanos y hermanas:
Me alegra acogeros con ocasión de vuestra asamblea plenaria. Saludo al cardenal presidente, a quien agradezco las corteses palabras que me ha dirigido, así como al monseñor secretario, a los oficiales del dicasterio y a todos vosotros, miembros y consultores, venidos para este importante momento de reflexión y de programación. Vuestra asamblea se celebra en el Año de la fe, después del Sínodo dedicado a la nueva evangelización, también —como se ha dicho— en el quincuagésimo aniversario del Concilio Vaticano II y —dentro de pocos meses— de la encíclica Pacem in terris del beato Papa Juan XXIII. Se trata de un contexto que ya de por sí ofrece múltiples estímulos.
La doctrina social, como nos ha enseñado el beato Papa Juan Pablo II, es parte integrante de la misión evangelizadora de la Iglesia (cf. Enc. Centesimus annus, 54), y con mayor razón ha de considerarse importante para la nueva evangelización (cf. ib., 5; Enc. Caritas in veritate, 15). Acogiendo a Jesucristo y su Evangelio, además de en la vida personal también en las relaciones sociales, nos convertimos en portadores de una visión del hombre, de su dignidad, libertad y relacionalidad, que se caracteriza por la trascendencia, en sentido tanto horizontal como vertical. De la antropología integral, que deriva de la Revelación y del ejercicio de la razón natural, dependen la fundación y el significado de los derechos y los deberes humanos, como nos ha recordado el beato Juan XXIII precisamente en la Pacem in terris (cf. n. 9). Los derechos y los deberes en efecto no tienen como único y exclusivo fundamento la conciencia social de los pueblos, sino que dependen primariamente de la ley moral natural, inscrita por Dios en la conciencia de cada persona, y por tanto, en última instancia, de la verdad sobre el hombre y sobre la sociedad.
Aunque la defensa de los derechos haya hecho grandes progresos en nuestro tiempo, la cultura actual, caracterizada, entre otras cosas, por un individualismo utilitarista y un economicismo tecnocrático, tiende a subestimar a la persona. Esta es concebida como un ser «fluido», sin consistencia permanente. No obstante esté sumergido en una red infinita de relaciones y de comunicaciones, el hombre de hoy paradójicamente aparece a menudo como un ser aislado, porque es indiferente respecto a la relación constitutiva de su ser, que es la raíz de todas las demás relaciones, la relación con Dios. El hombre de hoy es considerado en clave prevalentemente biológica o como «capital humano», «recurso», parte de un engranaje productivo y financiero que lo supera. Si, por una parte, se sigue proclamando la dignidad de la persona, por otra, nuevas ideologías —como la hedonista y egoísta de los derechos sexuales y reproductivos o la de un capitalismo financiero desordenado que prevarica en la política y desestructura la economía real— contribuyen a considerar al trabajador dependiente y su trabajo como bienes «menores» y a minar los fundamentos naturales de la sociedad, especialmente la familia. En realidad, el ser humano, constitutivamente trascendente respecto a los demás seres y bienes terrenos, goza de un primado real que lo sitúa como responsable de sí mismo y de la creación. Concretamente, para el cristianismo, el trabajo es un bien fundamental para el hombre, en vista de su personalización, de su socialización, de la formación de una familia, de la aportación al bien común y a la paz. Precisamente por esto el objetivo del acceso al trabajo para todos es siempre prioritario, también en los períodos de recesión económica (cf. Caritas in veritate, 32).
De una nueva evangelización del ámbito social pueden derivar un nuevo humanismo y un renovado compromiso cultural y proyectivo. Ella ayuda a destronar los ídolos modernos, a sustituir el individualismo, el consumismo materialista y la tecnocracia con la cultura de la fraternidad y de la gratuidad, del amor solidario. Jesucristo resumió y perfeccionó los preceptos en un mandamiento nuevo: «Como yo os he amado, amos también unos a otros» (Jn 13, 34); aquí está el secreto de toda vida social plenamente humana y pacífica, así como de la renovación de la política y de las instituciones nacionales y mundiales. El beato Papa Juan XXIII motivó el compromiso por la construcción de una comunidad mundial, con su autoridad correspondiente, justamente partiendo del amor, y precisamente del amor por el bien común de la familia humana. Así leemos en la Pacem in terris: «Si se examinan con atención, por una parte, el contenido intrínseco del bien común, y, por otra, la naturaleza y el ejercicio de la autoridad pública, todos habrán de reconocer que entre ambos existe una imprescindible conexión. Porque el orden moral, de la misma manera que exige una autoridad pública para promover el bien común en la sociedad civil, así también requiere que dicha autoridad pueda lograrlo efectivamente» (n. 136).
La Iglesia no tiene ciertamente la tarea de sugerir, desde el punto de vista jurídico y político, la configuración concreta de tal ordenamiento internacional, pero ofrece a quien tiene la responsabilidad los principios de reflexión, los criterios de juicio y las orientaciones prácticas que pueden garantizar su entramado antropológico y ético en torno al bien común (cf. Caritas in veritate, 67). En la reflexión, de cualquier manera, se ha de tener presente que no se debería imaginar un superpoder, concentrado en las manos de pocos, que dominaría a todos los pueblos, explotando a los más débiles, sino que toda autoridad debe entenderse, ante todo, como fuerza moral, facultad de influir según la razón (cf. Pacem in terris, 47), o sea, como autoridad participada, limitada por competencia y por el derecho.
Doy las gracias al Consejo pontificio Justicia y paz porque, junto con otras instituciones pontificias, se ha prefijado profundizar las orientaciones que ofrecí en la Caritas in veritate. Y esto ya sea mediante las reflexiones para una reforma del sistema financiero y monetario internacional, ya sea mediante la Plenaria de estos días y el Seminario internacional sobre la Pacem in terris del próximo año.
Que la Virgen María, que con fe y amor acogió en sí al Salvador para darlo al mundo, nos guíe en el anuncio y en el testimonio de la doctrina social de la Iglesia, para hacer más eficaz la nueva evangelización. Con este deseo, de buen grado imparto a cada uno de vosotros la bendición apostólica. Gracias.

Santo Padre Benedicto XVI


Conversations (10) - Freedom and Pluralism in the People of God

"You have been saying and writing for many years that the vocation of the laity consists of three things: 'to sanctify work, to sanctify themselves in work, and to sanctify others through work'. Could you explain exactly what you mean by sanctifying work?

It is difficult to explain it in a few words, because the expression 'sanctifying work' involves fundamental concepts of the theology of Creation. What I have always taught, over the last forty years, is that a Christian should do all honest human work, be it intellectual or manual, with the greatest perfection possible: with human perfection (professional competence) and with Christian perfection (for love of God's Will and as a service to mankind). Human work done in this manner, no matter how humble or insignificant it may seem, helps to shape the world in a Christian way. The world's divine dimension is made more visible and our human labour is thus incorporated into the marvellous work of Creation and Redemption. It is raised to the order of grace. It is sanctified and becomes God's work, operatio Dei, opus Dei.

We have reminded Christians of the wonderful words of Genesis which tell us that God created man so that he might work, and we have concentrated on the example of Christ, who spent most of His life on earth working as a craftsman in a village. We love human work which He chose as His state in life, which He cultivated and sanctified. We see in work, in men's noble creative toil not only one of the highest human values, an indispensable means to social progress and to greater justice in the relations between men, but also a sign of God's Love for His creatures, and of men's love for each other and for God: we see in work a means of perfection, a way to sanctity.

Hence, the sole objective of Opus Dei has always been to see to it that there be men and women of all races and social conditions who endeavour to love and to serve God and the rest of mankind in and through their ordinary work, in the midst of the realities and interests of the world."

Construction d’une communauté mondiale, avec une autorité compétente, à partir justement de l’amour, et précisément de l’amour pour le bien commun de la famille humaine

DISCOURS DU PAPE BENOÎT XVI
AUX PARTICIPANTS À L'ASSEMBLÉE PLÉNIÈRE DU
CONSEIL PONTIFICAL JUSTICE ET PAIX
Salle du Consistoire
Lundi 3 décembre 2012

Messieurs les cardinaux,
vénérés frères dans l’épiscopat et dans le sacerdoce,
chers frères et sœurs!
Je suis heureux de vous accueillir à l’occasion de votre assemblée plénière. Je salue le cardinal-président, que je remercie pour les aimables paroles qu’il m’a adressées, ainsi que le secrétaire et les officiaux du dicastère, et vous tous, membres et consulteurs, rassemblés pour ce temps important de réflexion et de programmation. Votre assemblée se réunit en l’Année de la foi, après le synode consacré à la nouvelle évangélisation, alors que l’on célèbre le cinquantième anniversaire du Concile Vatican II et celui, dans quelques mois, de l’encyclique Pacem in terris, du bienheureux Pape Jean XXIII. Ce contexte est déjà, en soi, source de motivations multiples.
La doctrine sociale, comme nous l’a enseigné le bienheureux Pape Jean-Paul II, fait partie intégrante de la mission évangélisatrice de l’Eglise (cf. Enc. Centesimus annus, n. 54) et elle doit d’autant plus être considérée comme importante pour la nouvelle évangélisation (cf. ibid., n. 5; Enc. Caritas in veritate, n. 15). En accueillant Jésus Christ et son Evangile, non seulement dans notre vie personnelle, mais aussi dans les relations sociales, nous devenons porteurs d’une vision de l’homme, de sa dignité, de sa liberté et de sa nature relationnelle, marquée par la transcendance, au sens horizontal comme vertical. Comme nous l’a rappelé le bienheureux Jean XXIII précisément dans Pacem in terris (cf. n. 9), les fondements et la signification des droits et des devoirs de l’homme dépendent d’une anthropologie intégrale, qui dérive de la Révélation et de l’exercice de la raison naturelle. En effet, les droits et les devoirs n’ont pas pour seul et exclusif fondement la conscience sociale des peuples, mais ils dépendent tout d’abord de la loi morale naturelle, inscrite par Dieu dans la conscience de chaque personne, et donc en dernière instance, de la vérité sur l’homme et sur la société.
Bien que la défense des droits ait fait de grands progrès à notre époque, la culture actuelle, caractérisée, entre autres, par un individualisme utilitariste et un économisme technocratique, tend à dévaluer la personne. Celle-ci est conçue comme un être «fluide», sans consistance permanente. Bien qu’il soit immergé dans un réseau infini de relations et de communications, l’homme d’aujourd’hui, paradoxalement, apparaît souvent comme un être isolé, parce qu’indifférent quant au rapport constitutif de son être, qui est la racine de toutes les autres relations, la relation avec Dieu. L’homme d’aujourd’hui est considéré d’un point de vue essentiellement biologique ou comme un «capital humain», une «ressource», faisant partie d’un engrenage productif et financier qui le domine. Si, d’un côté, on continue à proclamer la dignité de la personne, de l’autre, de nouvelles idéologies, — comme l’hédonisme égoïste des droits sexuels et reproductifs ou un capitalisme financier déréglé qui prévaut sur la politique et qui déstructure l’économie réelle — contribuent à considérer le travailleur salarié et son travail comme des biens «mineurs» et à miner les fondements naturels de la société, en particulier la famille. En réalité, l’être humain, fondamentalement transcendant par rapport aux autres êtres et biens terrestres, a un primat réel qui le rend responsable de lui-même et du créé. Concrètement, pour le christianisme, le travail est un bien fondamental pour l’homme, en vue de sa personnalisation, de sa socialisation, de la formation d’une famille, de sa contribution au bien commun et à la paix. C’est précisément pour cela que l’objectif de l’accès au travail pour tous est toujours prioritaire, même en période de récession économique (cf. Caritas in veritate, n. 32).
C’est d’une nouvelle évangélisation de la société que pourront découler un nouvel humanisme et un engagement renouvelé dans un projet culturel. Celle-ci aide à détrôner les idoles modernes, à remplacer l’individualisme, le consumérisme matérialiste et la technocratie, par une culture de la fraternité, de la gratuité et de l’amour solidaire. Jésus Christ a résumé et a accompli les préceptes par un commandement nouveau: «Comme je vous ai aimés, aimez-vous les uns les autres» (Jn 13, 34); là est le secret de toute vie sociale pleinement humaine et pacifique, et du renouveau de la politique et des institutions nationales et mondiales. Le bienheureux Pape Jean XXIII a défendu un engagement pour la construction d’une communauté mondiale, avec une autorité compétente, à partir justement de l’amour, et précisément de l’amour pour le bien commun de la famille humaine. Ainsi, nous lisons dans Pacem in terris: «A bien y regarder, un rapport essentiel unit le bien commun avec la structure et le fonctionnement des pouvoirs publics. L'ordre moral, qui postule une autorité publique pour servir le bien commun dans la société civile, réclame en même temps pour cette autorité les moyens nécessaires à sa tâche» (n. 136).
L’Eglise n’a certainement pas le devoir de suggérer, du point de vue juridique et politique, la configuration concrète d’un tel système international, mais elle offre à ceux qui en ont la responsabilité des pistes de réflexion, des critères de jugement et des orientations pratiques qui peuvent en garantir le cadre anthropologique et éthique autour de la notion de bien commun (cf. Enc. Caritas in veritate, n. 67). Dans la réflexion, quoi qu’il en soit, il faut garder présent à l’esprit qu’il ne s’agit pas d’imaginer un superpouvoir, concentré entre les mains de quelques-uns, qui domineraient sur tous les peuples en exploitant les plus faibles, mais que cette autorité doit être comprise, avant tout, comme une force morale, une faculté d’influencer selon la raison (cf. Pacem in terris, n. 27), c’est-à-dire comme une autorité participative, limitée par le droit à son domaine de compétence.
Je remercie le Conseil pontifical justice et paix qui, en lien avec d’autres institutions pontificales, se propose d’approfondir les orientations que j’ai proposées dans Caritas in veritate, tant à travers une réflexion sur une réforme du système financier et monétaire international, qu’à travers l’assemblée plénière de ces jours-ci et le séminaire international de l’année prochaine sur Pacem in terris.
Que la Vierge Marie qui, avec foi et amour, a accueilli en elle le Sauveur pour le donner au monde, nous guide dans l’annonce et le témoignage de la doctrine sociale de l’Eglise, pour rendre la nouvelle évangélisation plus efficace. C’est avec ce souhait que j’accorde avec plaisir à chacun de vous ma Bénédiction apostolique.

Pape Benoît XVI

(http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2012/december/documents/hf_ben-xvi_spe_20121203_justpeace_fr.html)

Tuesday, 5 March 2013

Temas actuais do cristianismo (114) - Amar o mundo apaixonadamente

"Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom [Cfr. Gen. 1, 7 e ss.]. Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora - com uma nova clareza - que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas.

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla; se queremos ser cristãos, não podemos ser esquizofrénicos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser - na alma e no corpo - santa e cheia de Deus, deste Deus invisível que encontramos nas coisas mais visíveis e materiais.

Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar Nosso Senhor na nossa vida corrente ou nunca O encontraremos. Por isso posso dizer-vos que a nossa época precisa de restituir à matéria e às situações que parecem mais vulgares o seu sentido nobre e original, colocá-las ao serviço do Reino de Deus, espiritualizá-las, fazendo delas o meio e a ocasião do nosso encontro permanente com Jesus Cristo."

Monday, 4 March 2013

Spread around us the fruits of serenity and the effectiveness of Christian doctrine

"We Catholics have to go through life being apostles, with God's light and God's salt. We should have no fear, and we should be quite natural; but with so deep an interior life and such close union with Our Lord that we may shine out, preserving ourselves from corruption and from darkness, and spread around us the fruits of serenity and the effectiveness of Christian doctrine. (The Forge, 969)"

Conversaciones (113) - Amar al mundo apasionadamente

"Celebramos la Sagrada Eucaristía, el sacrificio sacramental del Cuerpo y de la Sangre del Señor, ese misterio de fe que anuda en sí todos los misterios del Cristianismo. Celebramos, por tanto, la acción más sagrada y trascendente que los hombres, por la gracia de Dios, podemos realizar en esta vida: comulgar con el Cuerpo y la Sangre del Señor viene a ser, en cierto sentido, como desligarnos de nuestras ataduras de tierra y de tiempo, para estar ya con Dios en el Cielo, donde Cristo mismo enjugará las lágrimas de nuestros ojos y donde no habrá muerte, ni llanto, ni gritos de fatiga, porque el mundo viejo ya habrá terminado (Cfr. Apoc 21, 4).

Esta verdad tan consoladora y profunda, esta significación escatológica de la Eucaristía, como suelen denominarla los teólogos, podría, sin embargo, ser malentendida: lo ha sido siempre que se ha querido presentar la existencia cristiana como algo solamente espiritual espiritualista, quiero decir, propio de gentes puras, extraordinarias, que no se mezclan con las cosas despreciables de este mundo, o, a lo más, que las toleran como algo necesariamente yuxtapuesto al espíritu, mientras vivimos aquí.

Cuando se ven las cosas de este modo, el templo se convierte en el lugar por antonomasia de la vida cristiana; y ser cristiano es, entonces, ir al templo, participar en sagradas ceremonias, incrustarse en una sociología eclesiástica, en una especie de mundo segregado, que se presenta a sí mismo como la antesala del cielo, mientras el mundo común recorre su propio camino. La doctrina del Cristianismo, la vida de la gracia, pasarían, pues, como rozando el ajetreado avanzar de la historia humana, pero sin encontrarse con él.

En esta mañana de octubre, mientras nos disponemos a adentrarnos en el memorial de la Pascua del Señor, respondemos sencillamente que no a esa visión deformada del Cristianismo. Reflexionad por un momento en el marco de nuestra Eucaristía, de nuestra Acción de Gracias: nos encontramos en un templo singular; podría decirse que la nave es el campus universitario; el retablo, la Biblioteca de la Universidad; allá, la maquinaria que levanta nuevos edificios; y arriba, el cielo de Navarra…

¿No os confirma esta enumeración, de una forma plástica e inolvidable, que es la vida ordinaria el verdadero lugar de vuestra existencia cristiana? Hijos míos, allí donde están vuestros hermanos los hombres, allí donde están vuestras aspiraciones, vuestro trabajo, vuestros amores, allí está el sitio de vuestro encuentro cotidiano con Cristo. Es, en medio de las cosas más materiales de la tierra, donde debemos santificarnos, sirviendo a Dios y a todos los hombres."

Sunday, 3 March 2013

China Catholics' thank-you letter to pope

Praise for efforts to reconcile with Beijing
Alessandro Speciale, Vatican City
Vatican City
2013-03-01 11:55:17
Catholic Church News Image of
China flags were seen among the well wishers on the pope's farewell tour of St Peter's Square
A group of Chinese Catholic clergy and faithful have sent a heartfelt letter to Pope Benedict XVI to thank him for his attempts to improve ties between the Catholic Church and China.

(http://www.ucanews.com/news/china-catholics-thank-you-letter-to-pope/67567)

TWITTER ARCHIVE FOR BXVI






@Pontifex





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 28, 2013
Thank you for your love and support. May you always experience the joy that comes from putting Christ at the centre of your lives.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 27, 2013
If only everyone could experience the joy of being Christian, being loved by God who gave his Son for us!





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 24, 2013
In these momentous days, I ask you to pray for me and for the Church, trusting as always in divine Providence.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 17, 2013
Lent is a favourable time in which to rediscover faith in God as the foundation of our lives and of the Church’s life





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 13, 2013
During the season of Lent which begins today, we renew our commitment to the path of conversion, making more room for God in our lives.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 10, 2013
We must trust in the mighty power of God’s mercy. We are all sinners, but His grace transforms us and makes us new.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 6, 2013
Everything is a gift from God: it is only by recognizing this crucial dependence on the Creator that we will find freedom and peace.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 3, 2013
Let us imitate the Virgin Mary in welcoming and guarding the word of Jesus, in order to recognize him as Lord in our lives





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 2, 2013
Today I have a special thought for every religious: may they always follow Christ faithfully in poverty, chastity and obedience.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Feb. 2, 2013
Today I have a special though for every religious: may they always follow Christ faithfully in poverty, chastity and obedience.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 30, 2013
Every human being is loved by God the Father. No one need feel forgotten, for every name is written in the Lord's loving Heart.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 27, 2013
What does Sunday, the day of the Lord, mean for us? It is a day for rest and for family, but first of all a day for Him.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 25, 2013
I join all those marching for life from afar, and pray that political leaders will protect the unborn and promote a culture of life.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 23, 2013
Many false idols are held up today. For Christians to be faithful, they can’t be afraid to go against the current.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 20, 2013
What does the Lord ask of us as we work for Christian unity? To pray constantly, do justice, love goodness, and walk humbly with Him.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 16, 2013
If we have love for our neighbor, we will find the face of Christ in the poor, the weak, the sick and the suffering.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 13, 2013
What happens in Baptism? We become united forever with Jesus, to be born again to a new life.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 13, 2013
In this Year of Faith, may every Christian rediscover the beauty of being reborn in the love of God and living as his true children.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 9, 2013
Following Christ’s example, we have to learn to give ourselves completely. Anything else is not enough.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 7, 2013
May we defend the right of conscientious objection of individuals and institutions, promoting freedom and respect for all.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 7, 2013
Nigerians have a special place in my heart, as so many have been victims of senseless violence in recent months.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 7, 2013
Please join me in praying for Syria, so that constructive dialogue will replace the horrendous violence.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 6, 2013
The Wise Men followed the star and reached Jesus, the great light that illuminates all of humanity.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 2, 2013
When we entrust ourselves to the Lord completely, everything changes. We are children of a Father who loves us, and never leaves us.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Jan. 1, 2013
May Our Lord bless you and watch over you in the new year.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 24, 2012
The cribs that we built in our home gave me much pleasure. We added figures each year and used moss for decoration.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 24, 2012
What family Christmas tradition from your childhood do you still remember?





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 21, 2012
At the end of the year, we pray that the Church, despite her shortcomings, may be increasingly recognizable as Christ's dwelling place.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 21, 2012
We do not possess the truth, the truth possesses us. Christ, who is the truth, takes us by the hand.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 21, 2012
When you deny God, you deny human dignity. Whoever defends God is defending the human person.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 19, 2012
Mary is filled with joy on learning that she is to be the mother of Jesus, God's Son made man. True joy comes from union with God.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 19, 2012
Everyone's life of faith has times of light, but also times of darkness. If you want to walk in the light, let the word of God be your guide.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
Offer everything you do to the Lord, ask his help in all the circumstances of daily life and remember that he is always beside you.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
Any suggestions on how to be more prayerful when we are so busy with the demands of work, families and the world?





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
We can be certain that a believer is never alone. God is the solid rock upon which we build our lives and his love is always faithful.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
How can faith in Jesus be lived in a world without hope?





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
By speaking with Jesus in prayer, listening to what he tells you in the Gospel and looking for him in those in need.





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
How can we celebrate the Year of Faith better in our daily lives?





Benedict XVI ‏@Pontifex
Dec. 12, 2012
Dear friends, I am pleased to get in touch with you through Twitter. Thank you for your generous response. I bless all of you from my heart.

 (http://www.news.va/en/twitter_archive)

Arquivo de tweets do Papa Bento XVI

The Way (490)

"An upright heart and good will. With these, and with your mind intent on carrying out what God wants, you will see your dreams of Love come true and your hunger for souls satisfied."


Saturday, 2 March 2013

Costruzione di una comunità mondiale, con una corrispondente autorità, proprio muovendo dall’amore, e precisamente dall’amore per il bene comune della famiglia umana

DISCORSO DEL SANTO PADRE BENEDETTO XVI
AI PARTECIPANTI ALLA PLENARIA DEL
PONTIFICIO CONSIGLIO DELLA GIUSTIZIA E DELLA PACE
Sala del Concistoro
Lunedì, 3 dicembre 2012

Signori Cardinali,
venerati Fratelli nell’Episcopato e nel Sacerdozio,
cari fratelli e sorelle!
Sono lieto di accogliervi in occasione della vostra Assemblea Plenaria. Saluto il Cardinale Presidente, che ringrazio per le cortesi parole rivoltemi, come pure Monsignor Segretario, gli Officiali del Dicastero e tutti voi, Membri e Consultori, convenuti per questo importante momento di riflessione e di programmazione. La vostra Assemblea si celebra nell’Anno della fede, dopo il Sinodo dedicato alla nuova evangelizzazione, nonché – come è stato detto – nel cinquantesimo anniversario del Concilio Vaticano II e – tra pochi mesi – dell’Enciclica Pacem in terris del beato Papa Giovanni XXIII. Si tratta di un contesto che già di per sé offre molteplici stimoli.
La Dottrina sociale, come ci ha insegnato il beato Papa Giovanni Paolo II, è parte integrante della missione evangelizzatrice della Chiesa (cfr Enc. Centesimus annus, 54), e a maggior ragione essa va considerata importante per la nuova evangelizzazione (cfr ibid., 5; Enc. Caritas in veritate, 15). Accogliendo Gesù Cristo e il suo Vangelo, oltre che nella vita personale, anche nei rapporti sociali, diventiamo portatori di una visione dell’uomo, della sua dignità, della sua libertà e relazionalità, che è contrassegnata dalla trascendenza, in senso sia orizzontale sia verticale. Dall’antropologia integrale, che deriva dalla Rivelazione e dall’esercizio della ragione naturale, dipendono la fondazione e il significato dei diritti e dei doveri umani, come ci ha ricordato il beato Giovanni XXIII proprio nella Pacem in terris (cfr n. 9). I diritti e i doveri, infatti, non hanno come unico ed esclusivo fondamento la coscienza sociale dei popoli, ma dipendono primariamente dalla legge morale naturale, inscritta da Dio nella coscienza di ogni persona, e quindi in ultima istanza dalla verità sull’uomo e sulla società.
Sebbene la difesa dei diritti abbia fatto grandi progressi nel nostro tempo, la cultura odierna, caratterizzata, tra l’altro, da un individualismo utilitarista e un economicismo tecnocratico, tende a svalutare la persona. Questa viene concepita come un essere «fluido», senza consistenza permanente. Nonostante sia immerso in una rete infinita di relazioni e di comunicazioni, l’uomo di oggi paradossalmente appare spesso un essere isolato, perché indifferente rispetto al rapporto costitutivo del suo essere, che è la radice di tutti gli altri rapporti, quello con Dio. L’uomo d’oggi è considerato in chiave prevalentemente biologica o come «capitale umano», «risorsa», parte di un ingranaggio produttivo e finanziario che lo sovrasta. Se, da una parte, si continua a proclamare la dignità della persona, dall’altra, nuove ideologie - come quella edonistica ed egoistica dei diritti sessuali e riproduttivi o quella di un capitalismo finanziario sregolato che prevarica sulla politica e destruttura l’economia reale - contribuiscono a considerare il lavoratore dipendente e il suo lavoro come beni «minori» e a minare i fondamenti naturali della società, specialmente la famiglia. In realtà, l’essere umano, costitutivamente trascendente rispetto agli altri esseri e beni terreni, gode di un reale primato che lo pone come responsabile di se stesso e del creato. Concretamente, per il Cristianesimo, il lavoro è un bene fondamentale per l’uomo, in vista della sua personalizzazione, della sua socializzazione, della formazione di una famiglia, dell’apporto al bene comune e alla pace. Proprio per questo, l’obiettivo dell’accesso al lavoro per tutti è sempre prioritario, anche nei periodi di recessione economica (cfr Caritas in veritate, 32).
Da una nuova evangelizzazione del sociale possono derivare un nuovo umanesimo e un rinnovato impegno culturale e progettuale. Essa aiuta a detronizzare gli idoli moderni, a sostituire l’individualismo, il consumismo materialista e la tecnocrazia, con la cultura della fraternità e della gratuità, dell’amore solidale. Gesù Cristo ha riassunto e dato compimento ai precetti in un comandamento nuovo: «Come io ho amato voi, così amatevi anche voi gli uni gli altri» (Gv 13,34); qui sta il segreto di ogni vita sociale pienamente umana e pacifica, nonché del rinnovamento della politica e delle istituzioni nazionali e mondiali. Il beato Papa Giovanni XXIII ha motivato l’impegno per la costruzione di una comunità mondiale, con una corrispondente autorità, proprio muovendo dall’amore, e precisamente dall’amore per il bene comune della famiglia umana. Così leggiamo nella Pacem in terris: «Esiste un rapporto intrinseco fra i contenuti storici del bene comune da una parte e la configurazione dei Poteri pubblici dall’altra. L’ordine morale, cioè, come esige l’autorità pubblica nella convivenza per l’attuazione del bene comune, di conseguenza esige pure che l’autorità a tale scopo sia efficiente» (n. 71).
La Chiesa non ha certo il compito di suggerire, dal punto di vista giuridico e politico, la configurazione concreta di un tale ordinamento internazionale, ma offre a chi ne ha la responsabilità quei principi di riflessione, criteri di giudizio e orientamenti pratici che possano garantirne l’intelaiatura antropologica ed etica attorno al bene comune (cfr Enc. Caritas in veritate, 67). Nella riflessione, comunque, è da tenere presente che non si dovrebbe immaginare un superpotere, concentrato nelle mani di pochi, che dominerebbe su tutti i popoli, sfruttando i più deboli, ma che qualunque autorità deve essere intesa, anzitutto, come forza morale, facoltà di influire secondo ragione (cfr Pacem in terris, 27), ossia come autorità partecipata, limitata per competenza e dal diritto.
Ringrazio il Pontificio Consiglio della Giustizia e della Pace perché, assieme ad altre istituzioni pontificie, si è prefissato di approfondire gli orientamenti che ho offerto nella Caritas in veritate. E ciò, sia mediante le riflessioni per una riforma del sistema finanziario e monetario internazionale, sia mediante la Plenaria di questi giorni e il Seminario internazionale sulla Pacem in terris del prossimo anno.
La Vergine Maria, Colei che con fede ed amore ha accolto in sé il Salvatore per donarlo al mondo, ci guidi nell’annuncio e nella testimonianza della Dottrina sociale della Chiesa, per rendere più efficace la nuova evangelizzazione. Con questo auspicio, ben volentieri imparto a ciascuno di voi la Benedizione Apostolica. Grazie.

Santo Padre Benedetto XVI

Tres Encíclicas que estremecieron al mundo

Benedicto XVI, legó tres encíclicas a la humanidad
Tres Encíclicas que estremecieron al  mundo
Tres Encíclicas que estremecieron al mundo
Una encíclica es una carta solemne que dirige el Papa a todos los obispos y fieles del orbe católico para exponer determinados puntos de la doctrina cristiana en torno a alguna materia en particular. Por lo mismo, su contenido es verdaderamente trascendental y perenne, lo más importante que escribe un Papa. En el caso de Benedicto XVI, legó tres de ellas a la humanidad, la primera cuando aún no cumplía un año de haberse convertido en el pastor de la Iglesia de Jesucristo. Como es tradicional, todas ellas son conocidas por su título en latín.

Deus caritas est

La primera encíclica fue publicada por Benedicto XVI el 25 de enero de 2006. Deus caritas est significa «Dios es amor».

A diferencia de otros pontífices, no trazó en esta primera encíclica, como suele ser la tradición, las líneas de lo que sería su pontificado.

El documento trata sobre el amor cristiano.
Enseña el Papa que:



  • La opción fundamental de la vida es creer en el amor de Dios, pues no se comienza a ser cristiano sino por el encuentro con Jesús.
  • El amor es «divino» porque proviene de Dios y a Dios nos une y nos convierte en una sola cosa.
  • Hay una inseparable relación entre amor a Dios y amor al prójimo.
  • Eros es el nombre que los antiguos griegos dieron al amor entre hombre y mujer; éste, puesto en la naturaleza del hombre por su mismo Creador, tiene necesidad de disciplina, de purificación y de maduración para no degradarse en puro "sexo".
  • Hay otros términos en lengua griega relativos al amor, como philia (amor de amistad) y agapé, muy usado este último en los escritos neotestamentarios.
  • El agapé es el amor gratuito y desinteresado, el amor incondicional.
  • El eros de Dios para con el hombre es a la vez agapé, no sólo porque se da del todo gratuitamente sino también porque es amor que perdona. En Jesucristo, que es el amor encarnado de Dios, el eros-agapé alcanza su forma más radical.
  • El amor (caritas) siempre será necesario, incluso en la sociedad más justa.


    Spe salvi

    La segunda encíclica del Papa Ratzinger fue dada a conocer a la Iglesia el 30 de noviembre de 2007. Se llama Spe salvi, que quiere decir «Salvados en la esperanza».

    Aquí Benedicto XVI hace una magistral exposición teológica de lo que es la esperanza cristiana, y critica la idea de «fe en la razón y el progreso» dirigida a tratar de recuperar el «paraíso perdido».

    Aquí se resumen algunos de sus puntos principales:
  • La salvación se ofrece en el sentido de que se nos ha dado una esperanza fiable gracias a la cual podemos afrontar el presente.
  • Quien tiene esperanza vive de otra manera; se le ha dado una vida nueva.
  • «Esperanza» es una palabra central de la fe bíblica, hasta el punto de que en muchos pasajes las palabras «fe» y «esperanza» parecen intercambiables.
  • Llegar a conocer a Dios, al Dios verdadero, eso es lo que significa recibir esperanza.
  • El cristianismo no trae un mensaje socio-revolucionario, Jesús no trajo una liberación política sino el encuentro con el Señor de todos los señores, el encuentro con el Dios vivo y, así, el encuentro con una esperanza más fuerte que los sufrimientos.
  • Quien no conoce a Dios, aunque tenga múltiples esperanzas, en el fondo está sin esperanza, sin la gran esperanza que sostiene toda la vida.

    Caritas in veritate

    Por último, Caritas in veritate es de carácter social y fue entregada al mundo por el pontífice alemán el 29 de junio de 2009.

    La traducción del nombre de esta encíclica es «Caridad en la verdad», y presenta cómo deben integrarse precisamente la caridad y la verdad en el desarrollo integral del ser humano. También explica que, más que un cambio del sistema económico, es necesario un cambio de mentalidad de las personas que actúan en la economía; por eso apunta hacia la recuperación de «los principios tradicionales de la ética social», tales como la transparencia, la honestidad y la responsabilidad" pero también en dando espacio a la gratuidad y a la solidaridad.

    Aquí algunas de sus enseñanzas fundamentales:
  • La caridad es el don más grande que Dios ha dado a los hombres. Es la vía maestra de la doctrina social de la Iglesia.
  • El origen de la caridad es el amor que brota del Padre por el Hijo, en el Espíritu Santo.
  • Los hombres son destinatarios del amor de Dios, y al mismo tiempo llamados a difundir la caridad de Dios.
  • La justicia es la primera vía de la caridad. Por un lado, la caridad exige la justicia; por otro, la caridad supera la justicia y la completa siguiendo la lógica de la entrega y el perdón.
  • La verdadera caridad manifiesta siempre el amor de Dios.
  • El compromiso por el bien común, cuando está inspirado por la caridad, tiene un valor superior al compromiso secular y político.
  • La fidelidad a la verdad es la única garantía de libertad y de la posibilidad de un desarrollo humano integral.
  • La apertura a la vida está en el centro del verdadero desarrollo.

    La cuarta encíclica

    Se especulaba que si Benedicto XVI había escrito encíclicas sobre la esperanza y el amor, seguramente escribiría otra sobre la otra virtud teologal, la fe; más aún habiendo convocado un Año de la Fe.

    Y, sí, en agosto de 2012 el cardenal Bertone, secretario del Estado Vaticano, confirmó que el Papa estaba preparando esa encíclica «como un regalo por el Año de la Fe».

    A menos que en estos escasos días que le quedan de pontificado se hiciera la publicación, la cual ciertamente no se ha anunciado, la cuarta encíclica no verá la luz. Si más tarde se publicara, probablemente se le tendrá que considerar con un carácter diferente al de un documento pontificio."

  • (http://es.catholic.net/jovenes/435/1261/articulo.php?id=57339)

    The art of believing, the art of praying

    "The art of believing, the art of praying" was the theme. I was reminded of the fact that the medieval theologians translated the word "Logos" not only as "Verbum", but also as "ars": "Verbum" and "ars" are interchangeable. For the medieval theologians, it was only with the two words together that the whole meaning of the word “Logos” appeared. The "Logos" is not just a mathematical reason: the "Logos" has a heart, the "Logos" is also love. The truth is beautiful and the true and beautiful go together: beauty is the seal of truth.

    And yet, starting from the Psalms and from our everyday experience, you have also strongly emphasized that the "very good" of the sixth day - expressed by the Creator - is permanently contradicted by the evil of this world, by suffering, by corruption. It’s almost as if wickedness wills permanently to spoil creation, to contradict God and make its truth and its beauty unrecognizable. In a world so marked even by evil, the "Logos," the eternal beauty and the eternal “art”, must appear as a “caput cruentatum.” The incarnate Son, the incarnate "Logos" is crowned with a crown of thorns and nevertheless is just that: in this suffering figure of the Son of God we begin to see the deepest beauty of our Creator and Redeemer; in the silence of the “dark night” we can, nevertheless, hear the Word. And believing is nothing other than, in the darkness of the world, touching the hand of God, and in this way, in silence, hearing the Word, seeing love."

    Pope Benedict XVI

    Cammino (182)

    "Beviamo fino all'ultima goccia il calice del dolore durante la povera vita presente. —Che importa soffrire dieci anni, venti, cinquanta..., se poi viene il cielo per sempre, per sempre..., per sempre?

    —E, soprattutto —meglio ancora della ragione accennata, propter retributionem— che importa soffrire se si soffre per consolare, per far piacere a Dio nostro Signore, con spirito di riparazione, uniti a Lui nella sua Croce, in una parola: se si soffre per Amore?..."

    Friday, 1 March 2013

    A santidade não é um luxo

    "a santidade não é um luxo, não é um privilégio para poucos, uma meta impossível para um homem normal; na realidade, ela é o destino comum de todos os homens chamados a ser filhos de Deus, a vocação universal de todos os baptizados. A santidade é oferecida a todos; naturalmente, nem todos os santos são iguais: com efeito, como eu disse, constituem o espectro da luz divina. E não necessariamente é um grande santo aquele que possui carismas extraordinários. Efectivamente, existem numerosos deles cujos nomes só são conhecidos por Deus, porque na terra levaram uma existência aparentemente normalíssima. E em geral são queridos por Deus precisamente estes santos "normais". O seu exemplo testemunha que, somente quando estamos em contacto com o Senhor é que nos tornamos repletos da sua paz e da sua alegria, e que somos capazes de difundir por toda a parte a serenidade, a esperança e o optimismo. Considerando precisamente a variedade dos seus carismas, Bernanos, grande escritor francês que se sentiu sempre fascinado pela ideia dos santos cita muitos deles nos seus romances observa que "cada vida de santo é como um novo florescimento de primavera". Que isto aconteça também connosco! Por isso, deixemo-nos atrair pela fascinação sobrenatural da santidade!"